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LILI RIBEIRO |
I. Sobre o autor |
Contatos pelo e-mail lilileao@click21.com.br
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II. Suas Obras |
Rio que te quero lindo! Em todas às suas luas e suas marés Teus montes e teus vales Tuas planícies e tuas praças A de Olavo, e de tantos outros. Escritores. Monumentos gigantes Corcovado e sua mata A nossa mata, floresta da Tijuca. Arpoador, ao pôr-do-sol. E seus raios dourados sobre o mar. Copacabana, princesinha na aurora. Á me acordar. Rua do ouvidor e seus cafés nos tempos De outrora Meu Rio, de tantas vitórias. E ainda hoje brilha entre tantas outras De outros Césares. Meu Rio que te quero livre De tantos filhos seus, morando em calçadas. De seus velhos, dormindo nas filas dos hospitais. Meu Rio, que te quero ver do Pão- de- Açúcar. Até ao pico da Tijuca, sem lamentar as baixas. Pelas balas perdidas Balas no asfalto, as que vêm do alto. Ou não! Rio, que te quero livre de tantos pés descalços. Rio, que te quero lindo! Com as praças cheias de estudantes A caminho da escola. Rio, que te quero livre de tantas bocas vazias. Sem ter o que engolir ou agradecer Largo da Carioca e de São Francisco Sem tanto lixo. Praça Tiradentes, com tanta gente, (sem eles.). Dormindo ao relento e olhando para o alto. De lá, as estrelas brilham e contemplam. A beleza deste Rio, com suas mazelas e queixas. As suas praias e gueixas. As noites cariocas e seus risos As favelas, mata à dentro, matando lá dentro. Ou morrendo? Crescendo e crescendo! Rio, que te quero rindo. Ver à lua contemplando, o cristo, que contempla, Mais um César, Caindo! Valsa dos sonhos No delírio dos meus sonhos Vejo-te cada vez mais perto Não sei onde estais Mas sinto-te aqui Nos meus sonhos, vejo-te sorrindo. Sempre em frente de braços abertos. Pronto para acolher-me dentro deles Teus olhos negros como a noite Trazem o brilho de um diamante raro E no imaginário dos meus sonhos Viajo pelo céu numa noite de estrelas Tantas delas num negro véu cintilante Coberto por muitos destes diamantes. Entrego-me em seus braços E valsamos com a melodia dos anjos Que observam e guardam, O nosso eterno enamorar. E bailamos noite afora Entoando um soneto de felicidade Que encanta os meus sonhos. Por mais absurdo que seja, Sempre haverá você, Em todas as noites da minha vida. As recordações que tenho de ti Fazem-me viver em plena sintonia Com o invisível e o irreal E sempre que posso, Vivo estes sonhos e delírios. E trago-te para valsarmos nas noites Cintilantes entre estrelas diamantes Até o romper da aurora. Com o canto dos pássaros A nos acordar. Contramão Ao nascer do sol, Gente acordando saindo e chegando Crianças correndo... Sorrindo, brincando, estudando Crianças chorando... Sofrendo, com fome, cheirando cola, morrendo Sabado, domingo, Futebol, piscinão, farofa e hamburgão Alto da Boa Vista...turista,... NO LIXÃO se busca o pão Show na praia ...Copacabana, Arpoador; O povo canta. Hospitais sem leitos... O povo chora, o povo clama Milhões na praia...Migalhas lá Crianças mínguam, crianças más Dia de sol, praia... Gente saindo, gente chegando Gente sumindo, gente surfando Bolsa caindo, coca subindo..., O morro, vielas, ruas e avenidas Barracos, casebres, mansões Todos! Invadidos por ela Miseria...Carnaval... Absurdo, imoral. A fome o carnaval? Transito infernal...sangue manchando o asfalto Bala perdida, Atropelamento,colisão Não importa! Está quente demais! O fim de semana apenas começou Gente chegando, gente que vai A estrada que leva é a mesma que traz A vida em mão dupla sempre pra frente sempre pra trás. Beijo na Chuva Ao entardecer depois de um dia tranqüilo Vejo as ondas lambendo as pedras na praia Prenúncio de mais uma noite que chega Ofuscando a luz de mais um dia De saudade de ti Olho as aves se acomodando em seus ninhos Para mais uma noite de descanso. Pobre de mim que aqui fiquei A admirar as ondas do mar Mais uma vez a noite adormece A maresia parece mais forte No céu as nuvens mudam a cor E se juntam para mais uma madrugada de chuva. Ainda te espero, Hoje você vem Sinto seu perfume,seu calor Você está chegando Sinto seu corpo junto ao meu; A chuva começa a cair E entre abraços Sinto seu beijo molhado Por gôtas de cristais que se formam Em nossas bôcas Enfeitando o beijo tão esperado Obeijo molhado pela chuva Sob os aplausos das ondas do mar. |